Wednesday, May 13, 2009

Resenha da aula do dia 12/05.

Na última terça-feira, começamos a aula a partir de comentários sobre os últimos posts do blog, o que nos levou a uma pequena, mas interessante discussão sobre Professora Robô, Marketing Viral e Bluetooth, além de sexo virtual (ou cibersexo). A partir de um texto postado aqui no blog, começamos a falar sobre exemplos de cibersexo, que por sinal, assim como lembrou André Lemos, já existe há algum tempo.

Em seguida, a discussão ficou centrada no Minitel, serviço de informação pela rede, que surgiu em 1982, na França.  O sistema se tornou bastante popular no país, onde existe até hoje.

Depois, André Lemos relatou a experiência de realidade virtual presenciada por ele durante um dos períodos que esteve na França. A discussão se estendeu sobre a dualidade entre inteligência humana e inteligência artificial. Foram citados os sistemas Experts, que tentam ser reproduções da inteligência humana. Esses sistemas, supostamente teriam a capacidade de tomar decisões sem a necessidade de um ser humano.  

Antes do início da apresentação do grupo, o professor citou ainda o texto de Bertolt Brecht  sobre o rádio. O que Brecht escreveu sobre o rádio em 1932, pode ser pensando com relação à internet nos dias atuais.

Após este momento, tivemos o início da apresentação do grupo 4.

Guillermo Orozco Gómez nasceu em 1954, em Guadalajara, México. Graduou-se em Ciências da Comunicação e hoje é Doutor em Educação pela Universidade de Harvard. Autor de livros como: Televisión y audiencias, un enfoque cualitativo (1996), La investigación en comunicación dentro y fuera de América Latina (1997),Televisión, audiencias y educación (2001), Recepción y mediaciones, coord., (2002); Orozco dedica-se aos estudos da recepção e da alfabetização audiovisual.

Em “Comunicação Social e mudança tecnológica: um cenário de múltiplos desordenamentos” o autor inicialmente explicita a não extinta (como pensam alguns autores) tensão entre duas perspectivas sempre presentes em suas pesquisas sobre a comunicação. A primeira delas, e a dominante no pensamento comunicacional, é uma visão tecnocêntrica, na qual a tecnologia funciona como a mola propulsora das transformações presenciadas atualmente; e outra sociocêntrica, mais humanística, em que a produção de conhecimento e a compreensão da comunicação partem de re-produções dos atores sociais com os referentes informativos que possuem.

O autor considera que os processos comunicacionais atuais são mais sensoriais do que racionais, isso envolve a nova relação entre cérebro e informação, numa relação diferenciadora com a tecnicidade, que vai além da antiga dicotomia homem-máquina, relação que envolve todos os tipos de linguagem, sonora, visual, escrita e multimídia, criando modalidades híbridas de figuras do saber.

Em seguida, houve discordâncias quanto ao trecho do texto:

“[...] parece-me que hoje assistimos a um crescente despoder social que aumenta geometricamente em sociedades como as latino-americanas, justamente por meio ou através da tecnologia da informação. Um despoder particularmente comunicacional , que desafia as tentativas de fortalecer as cidadanias e tornar possível o desenvolvimento da democracia”

As divergências colocadas em sala, tanto pelo professor, como por alguns colegas, girou em torno da idéia de que, com os novos mecanismos de comunicação propiciados pelas novas tecnologias, a exemplo da internet, das redes, etc, não podemos afirmar que estamos enfrentando uma era de “despoder comunicacional”. Pelo contrário, com o advento destas tecnologias, estamos presenciando uma época onde há um aumento gradual das nossas possibilidades de assimilação, produção e emissão da informação e do pensamento.

No próximo post, continuaremos com o restante da discussão do texto que será feita em sala, assim como a resenha das discussões da aula.

Resenha publicada pelo Grupo 4.

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