Thursday, October 22, 2009

Reflexões sobre Surplus

Surplus é um filme que não segue apenas um caminho de se viver. Mostra os dois viés, dos capitalistas consumistas querendo lhe empurrar toneladas de produtos a cada hora, assim como os socialistas com sua defesa do não-consumismo e sua pseudo democracia.
Apesar de serem sistemas opostos, os dois fazem uso de um discurso e de meios
de comunicação para divulgar suas idéias. O diretor faz uso do próprio recuso de áudio e vídeo para demonstrar o forte poder da mídia e de seus discursos ideológicos. O jogo de cena e imagens prendem a atenção do telespectador, não deixando fugir o olhar.
No geral, o discurso do bloco capitalista é igual ao do socialista e vice-versa. Os dois tentam arrebatar seu público, sempre fazendo a relação entre dominador-dominado, mantendo uma ordem estabelecida, seja consciente ou inconscientemente. Com esta contraposição mostrada não dá para simplesmente eleger um sistema melhor. O nosso mundo é muito mais complexo, não dá para escolher qual o sistema está correto, se o dos EUA ou de Cuba. A globalização borrou os limites, ao mesmo tempo em que estamos todos envoltos numa mesma teia, estamos também em um domínio desigual. Somos levados para um mundo onde cada vez mais precisamos de mecanismos globais, mas que mesmo tempo não consegue tornar o mundo mais igualitário.

E no documentário também tem idéias, digamos que, utópicas, como a de Zerzan.. Para ele, alcançar a felicidade é sair deste mundo equipado em que vivemos hoje e voltar para o estágio primordial, sem aparatos tecnológicos nem cobranças de comportamentos. Para Zerman, as pessoas estão presas a este sistema, são reféns da tecnologia e de toda a lógica que ele impõe aos homens. A visão dele é bem extremista e utópica. Não vemos como poderíamos voltar para um estágio sem tais aparatos. Parece mais sensato tentar rever os usos de tais e se apropriar destas tecnologias de forma sustentável e que traga novas significações.
Grupo 4

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Thursday, May 28, 2009

SURPLUS

Surplus, uma produção de 2003 do diretor Erik Gandini, traz a temática do consumismo exacerbado resultante do capitalismo. Inspirado nas radicais idéias do primitivista John Zerzan, o filme se utiliza da linguagem do vídeo clipe com inserção de loops e repetições de frases e palavras para referir-se ao capitalismo, ao mundo da propaganda e do marketing capitalista, fazenda da associação do som e da imagem, um elemento de destaque na abordagem do tema.

Com as idéias de Zerzan, um defensor da idéia de que os problemas da humanidade só serão sanados com a desindustrialização da sociedade e com o abandono da tecnologia, o documentário ironiza os efeitos do consumismo, intercalando a entrevista de Zerzan com a apresentação de outros "personagens". Um americano de classe alta, insatisfeito com a "facilidade" das coisas, uma cubana vislumbrada com o cosumismo europeu e um apaixonado funcionario de uma grande corporação (ridicularizando seu "amor" exacerbado pela empresa), mostrando estes como filhos dos equívocos do sistema. O rítmo construído pela edição de som e imagem acentua ainda mais o tom irônico.

O documentário traz uma idéia anticapitalista bem mais radical do que se costuma ouvir costumeiramente, que apesar de parecer absursda a priori, torna-se interessante pela escolha da linguagem e a ousadia da crítica.

Grupo 2

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